rima

•29/06/2009 • Deixe um comentário

são 5 da manhã e eu
to aqui sem sono
vim fazer uma rima
to fora da minha rotina
perdido no tempo
procurando meu vento
querendo uma aventura
movido pela loucura
só vim fazer uma prosa
pra você que não tem roça
eu sei que não teve graça
mas somos todos cães sem raça
vira-latas do mundo
adormecidos pelo sono profundo
meu verso não tem roteiro
eu sei que fede mais que um bueiro
mas eu não pretendo editar
essa bosta que aqui vai ficar.

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A beleza de quem vê

•22/05/2009 • Deixe um comentário

Depois de ler pela milésima vez esse maldito recado no orkut de uma citação de Vinicius de Moraes, resolvi escrever o que penso disso. Alias, obviamente irei explorar muito mais, e acabarei longe do meu propósito, mas faz parte. Enfim, o cara diz: “Que me perdoem as feias, mas beleza é fundamental”. O que me fez pensar sobre isso, e consequentemente escrever, é que nesse monte de recado enviados e reenviados, eles dizem apenas “Vinicius”. Acho que já podem ver onde quero chegar né? Minha reação inicial foi pensar “eu não escrevi isso!”. E foi justamente o que mandei para uma amiga minha, tudo na brincadeira. Mas é claro que eu não escreveria algo assim, e francamente, estou desapontado que Vinicius de Moraes tenha escrito. Sempre achei legal ter um escritor famoso com meu nome, e agora o acho superficial. Quero dizer, meu pensamento sobre isso é totalmente contrário; Estou muito mais para o lado do “A beleza está nos olhos de quem a vê”. Quem nunca namorou com uma garota por tempos, e durante declarou amor eterno, caso marcado, jurando que era a mais linda de todos os tempos? Faça a seguinte experiência, olhe uma foto atual de alguma ex sua. Ela não é tão bonita assim, é? Não, ela era.
O problema não está nela, nem em você, e nem em ninguém. É mais do que natural superestimar alguém, e até mesmo alguma coisa. Aquele desenho que você viu quando criança já não é tão legal, e aquele livro que adorava agora parece tão chato. O fato é que nós vivemos em etapas, em fases, transformações. Essas mudanças não só alteram nosso físico e gostos, mas também o caráter e a opinião. E isso é só parte do motivo de toda essa controvérsia acontecer. Não é nenhum segredo que quando estamos apaixonados, amando, ou até mesmo envolvidos de alguma forma, a atração ajuda os olhos a enxergar o que muitas vezes não está ali para os outros, e sim pra você. E o contrário também acontece, quando aquela pessoa absurdamente bonita se torna cada vez mais feia ao conhece-la melhor. Posso sonhar demais, ou até mesmo ingênuo, mas eu ainda acredito no romance. Acredito que existe alguém por ae, ou por aqui, que é perfeito pra mim ou pra você. Acredito que esses ícones da beleza representados na tv ou na revista de fofoca da semana não são nada comparados a esta pessoa. Acredito que tal alma gêmea me amará de maneira tão forte e saudavél, que me fará acreditar mais na felicidade. Acredito que este vazio um dia irá embora, e será substituído por todos os tipos de sentimentos. Eu acredito no amor.

nostalgia, it’s tearing me apart

•09/04/2009 • 2 Comentários

Já parou pra pensar o tanto que essa tal de vida é rápida?
É impressionante como isso me incomoda. As vezes tento ignorar esse fato mas parece que simplesmente não vai embora. O pior é que nem ao menos lembramos de tudo que já fizemos ou vivemos, e pra falar a verdade, o que lembramos nem sempre é totalmente correto. Situação chata aquela em que você comenta com alguém uma história que na nossa mente era super divertida e parecia mesmo uma aventura, e essa pessoa te desmente te trazendo de volta pra realidade barata, explicando que essa “aventura” não passou de uma tarde entendiante em um verão extremamente quente. Mas são esses pequenos pedaços de memória, pequenas frações de vida que ainda restam em minha mente que me fazem perceber o tanto que um dia é pouco, um mês é quase nada e um ano passa em um piscar de olhos. Outro fato esplêndido é a nossa capacidade de ligar alguma coisa a um acontecimento passado. Principalmente música. Talvez seja por isso que meu gosto musical seja um tanto diferente dos meus amigos. Gosto de músicas com um significado, algo que me faça sentir ao ouvi-las. Imagine-se escutando uma canção que o lembre de suas viagens dentro do carro com seus três irmãos apertados, dormindo em seu ombro. Sua mãe está fazendo cafuné no cabelo enrolado de seu pai, que ela tanto ama. Seu pai está dirigindo com uma só mão, tranquilamente, bebendo seu café e com um braço ao redor da mãe. No som do carro está tocando aquela música antiga, que faz a mamãe lembrar de seus tempos de namoro com o papai. E você está olhando os pingos de chuvas deslizarem pelo vidro do carro. Eles estão apostando corrida, e você já escolheu o vencedor. 10 anos depois e quando escuto essa música denovo, o coração aperta. Alguém enfiou um compressor goela abaixo e está apertando forte. Palavras não conseguiriam descrever. É excruciante. É nesse momento que percebemos, que isso foi a pouco tempo atrás. Mas a dor não é de saber que o tempo passou e que isso foi a muito tempo atrás, e sim de saber que isso não voltará. Essa sensação de paz, felicidade e tranquilidade nunca mais voltará. “Uma pessoa não entra no mesmo lago duas vezes”. As vezes a Filosofia fala a verdade.

Penso, logo digito

•30/03/2009 • 2 Comentários

Um dos grandes mistérios que até hoje insisto em querer descobrir, é o porquê das pessoas fazerem de um curso da faculdade um estereótipo. Você diz que faz direito e as pessoas te chamam de advogado, agronomia e te chamam de vaqueiro, jornalismo e te chamam de jornalista! Quando digo que vou fazer o curso simplesmente porque acho que irei gostar, e que não PLANEJO virar um jornalista, as pessoas ficam confusas. Gosto de escrever e pretendo ser um escritor, digo a elas. Ae, é claro, me veio a cabeça: Porquê somos chamados de escritores? Afinal, até agora o único motivo de eu ter utilizado um lápis até hoje para escrever algum tipo de texto foi nas redações escolares. Tudo que escrevi até agora foi digitando. E veja só, acabei de dizer “escrevi”. Chega a ser um pouco redundante dizer “Tudo que digitei até agora foi digitando”. Pois qual será o termo mais justo a ser aplicado aqui? Não me leve a mal, eu gosto da palavra escritor e até acho que seria bem satisfatório algum dia ser chamado de escritor. Mas o fato é que é um termo ultrapassado. A tendência da língua portuguesa é evoluir, e creio eu que são poucos os que ainda escrevem a lápis e caneta. Até na maquina de ESCREVER, nós não escrevemos, e sim digitamos. Claro que entendo que a palavra escritor tem dois sentidos, e que não se aplica literalmente a arte de usar um lápis para praticar tal ação, mas cá entre nós, escritor é quem escreve. E eu digito. Se algum dia for entitulado escritor, favor não me chamarem de tal. Muito menos digitador, pois é uma palavra mais feia ainda! Me chamem de pensador, ou talvez de um contador de histórias.

estranha, vida estranha

•30/03/2009 • 1 Comentário

Hoje estava assistindo um episódio de Heroes quando a Claire comentou pela centésima vez sobre como gostaria de ter uma vida normal. Me peguei pensando em o que seria uma vida comum. Como seria se sua vida fosse extraordinária? Será que ela é? Na visão de quem? Como diria o bom inglês americano, a maioria de nós não passamos de “Average Joe’s”. Somos apenas um no meio de bilhões de pessoas, e não conhecemos nem 1% delas. Como seria a minha vida se eu morasse na praia? Ou no tão sonhado país de primeiro mundo? Alguma parte de minha vida pode ser considerada uma aventura? Em termos de normalidade, somos todos iguais. Não passamos de seres humanos buscando a tal famigerada felicidade. E isso já nos leva a outro assunto, afinal, o que é a felicidade? Minha vida é tão estranha quanto a sua, e a de Claire Bennet. Vivem me dizendo para estudar e estudar, para garantir meu futuro. E eu continuo respondendo, meu futuro vai ser meu presente, e depois meu passado, não devia eu estar vivendo meu presente que já foi um dia meu futuro? Se a razão de eu viver agora é me preparar para a idade adulta, então qual o sentido disso tudo? Não gaste seu dinheiro, guarde-o para quando precisar. Não gaste seu tempo no computador, vá se divertir, sair de casa, namorar. O que tem de tão diferente lá fora, senão a mesma rua, com as mesmas pessoas insignificantes para o outro lado do mundo? Pensamentos como esse são, provavelmente, o motivo de meu sono de oito-horas virar quatro, três. Uma vez eu escutei uma citação que dizia “Se perdemos algo que não sabiamos que tinhamos, sentimos falta?”. Deixo esse pensamento para vocês perderem o seu sono tranquilo quando lembrarem, ou simplesmente me chamarem de estúpido. Bem vindos a minha estranha vida.